O Sindijufe-MT foi representado pelos diretores Sandro Gonçalves Delgado (servidor do TRE) e Walderson de Oliveira Santos, e pela diretora licenciada Juscileide Rondon. Diretor geral do TSE, Rui Moreira, foi destaque entre os participantes
Em todas as manifestações estaduais , o ponto em comum foi a preocupação com a segurança nas eleições de 2022. Servidores se sentem inseguros ao exercer suas atividades diante tantas situações de violência acentuadas no governo Bolsonaro que trabalha contra a democracia País. Em todos os estados existe a preocupação com a integridade física e moral cotidianamente fragilizadas com os mais diversos tipos de ataques e enfrentados no dia a dia. Os participantes cobraram ações efetivas do TSE que garantam segurança e condições dignas de trabalho.
O destaque entre os participantes foi o diretor-geral do Tribunal Superior Eleitoral,Rui Moreira, um dos palestrantes do evento. Depois da explanação, o DG respondeu perguntas tanto do plenário presencial quanto virtual.
Além do tema principal do debate, os participantes abordaram todas as questões que tem causado angústia no segmento como rezoneamento, precarização dos serviços, teletrabalho, residência jurídica, orçamento, recomposição salarial, realização de concursos público e defasagem dos auxílios.
Em suas falas, o palestrante reforçou a importância do trabalho da Justiça Eleitoral como “instituição séria, assim como são as forças armadas”. Embora tenha reafirmado que “não há do se desconfiar da integridade da Justiça eleitoral”, Rui Moreira reconheceu que o Brasil vive “momento extremista e que isso tem gerado preocupação no órgão.
O diretor-geral informou que o Tribunal Superior Eleitoral está atento quanto à segurança de servidores no período eleitoral e que o presidente do TSE, ministro Edson Fachin, é muito sensível ao tema. Nesse sentido,o Tribunal tem realizado um mapeamento em todo o País.
O objetivo é diagnosticar e atuar nas regiões conforme a vulnerabilidade de cada. Ainda de acordo com o DG, com o mapeamento foi possível detectar movimentações de grupos extremistas construídos para atuação em rede social que visam a promoção de conflitos e tumultos nas eleições gerais de 2022.
Importante destacar alguns pontos relevantes sugeridos/pleiteados pelos participantes:
Criação de um comitê com participação da Federação e sindicatos de base para discutir segurança e crises nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs);
Normativa do TSE, que proíba de forma rigorosa ingestão de bebidas alcóolicas e uso de armas (brancas e de fogo)no período de 24 ou 48 horas que antecedem as eleições;
Fiscalização de propagandas eleitorais;
Treinamento de servidores para atuarem nas eleições;
Segurança dos servidores PCDs, mesários e toda população;
Exigência da apresentação do cartão vacinal completo no dia de votação.
Combate à desinformação e Fake News fecha Encontro
O tema do debate deste segundo e último dia de encontro estava sendo esperado com grande expectativa pelos presentes. O combate às informações falsas e disseminação de Fake News é extremamente importante e urgente.
Ao final do encontro uma carta repudiando a disseminação de notícias falsas foi aprovada pelos participantes. O documento intitulado como “Carta dos Servidores e Servidoras da Justiça Eleitoral” exige respeito com a dignidade das trabalhadoras e trabalhadores do sistema de justiça e rechaça o desrespeito propagado por informações falsas disseminadas por apoiadores do governo.
O palestrante Frederico Almeida, servidor do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) e integrante da “Frente de Combate às Informações Falsas”(criada pelo TSE), registrou em primeiro momento que o “método para combater inverdades é fazer imediata propagação de informações verídicas”. “FakeNews se combate com verdade”.
A Frente foi criada por iniciativa dos próprios servidores da Justiça Eleitoral que viram a necessidade de atuar contra essas ações que visam descredibilizar o papel da Justiça Eleitoral e menosprezar o trabalho desempenhado pelos servidores e servidoras.
Em sua explanação, o palestrante conclamou as entidades participantes para divulgar o trabalho de combate às informações falsas não apenas na base do PJU, mas para familiares,nas escolas, ONGs, enfim, para todos os espaços sociais necessários. Essa é a forma de ampliar atuação da ferramenta de se fazer chegar informações reais, verdadeiras,ao maior número possível de pessoas.
Para reforçar,Frederico Almeida ressaltou o importante papel político da Fenajufe no fortalecimento da categoria. Segundo ele, a Federação e sindicatos devem desenvolver ações, campanhas e demais iniciativas que visem promover o combate de informações falsas e Fake News, criando ações que possibilitem a checagem das informações antes que sejam disseminadas.
O documento aprovado pelos participantes reafirma a defesa da Democracia e da Justiça Eleitoral contra “quaisquer atos golpistas e cobra das autoridades judiciárias e parlamentares medidas urgentes e suficientes para garantir segurança nas eleições de 2022”
Mais informações sobre outros temas abordados no último dia de importantes debates do encontro, como a explanação da importância dos servidores de Tecnologia da Informação(TI) no processo eleitoral, feita pelo servidor Clayton Ataíde,técnico judiciário de TI lotado noTribunal Regional Eleitoral do estado do Pará (TRE/PA), serão divulgadas em nova publicação.
Propostas e demais sugestões recebidas pelos sindicatos de base e discutidas no encontro serão analisadas e posteriormente encaminhadas pela diretoria executiva.
Joana Darc Melo
Edição: Luiz Perlato – SINDIJUFE/MT
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