Imposto federal sobre compras de até US$ 50, que era de 60%, foi zerado temporariamente. Governo deve aplicar alíquota intermediária
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, disse a jornalistas, nesta sexta-feira (1º/9), que o governo federal discute um piso de 20% para o imposto federal sobre as compras internacionais de até US$ 50. Essa alíquota mínima foi sugerida pelas varejistas internacionais, mas ainda não há decisão final.
“A gente está considerando uma alíquota mínima, conforme as empresas têm proposto para o governo federal, em torno de 20%, mas, de novo, essa definição não foi feita pelo governo. Nós estamos partindo de um piso que as próprias empresas têm no debate sugerido”, disse o secretário-executivo em entrevista coletiva na sede da pasta.
Durigan defendeu uma alíquota “razoável” e “não discriminatória” e salientou que é preciso haver uma isonomia tributária com o varejo nacional.
Somado à taxa de 17% de ICMS (imposto estadual) que já entrou em vigor, o imposto final ao consumidor deverá ficar na casa dos 34%.
No Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2024, apresentado na quinta-feira (31/8), o governo apresentou estimativa de arrecadação de R$ 2,9 bilhões, no próximo ano, com o retorno da taxação das encomendas internacionais, mas não indicou um percentual.
Entenda
Em meados do ano, o imposto federal sobre compras de até US$ 50, que era de 60%, foi zerado temporariamente por meio de portaria, desde que as empresas atendam aos requisitos do Programa Remessa Conforme, da Receita Federal. A isenção entrou em vigor a partir de 1º de agosto e deverá ficar válida até que estudos técnicos sejam finalizados.
A alíquota do imposto de importação, de 60%, continua valendo nas compras acima desse limite de US$ 50 e não deverá sofrer alterações.
O objetivo do programa é cadastrar as empresas de e-commerce e colocá-las no radar da Receita, aumentando a fiscalização e também a arrecadação.
Varejistas nacionais chamaram a atenção do governo para a baixa ou nenhuma taxação para certas vendas feitas pelas empresas estrangeiras do mesmo segmento. Também foi alertado que as empresas estariam burlando o sistema da Receita. Além da acusação de prejuízo e concorrência desleal com as empresas brasileiras, o governo demonstrou preocupação com a evasão fiscal.
Durigan explicou que haverá aumento da fiscalização a partir do novo programa e citou a possibilidade de aplicação de consequências criminais para as plataformas de e-commerce que não respeitarem as regras estabelecidas.
“É preciso que se respeite a Receita Federal do Brasil, sob pena, inclusive, de a gente iniciar processos com o Ministério Público e com a polícia para haver responsabilização criminal”, frisou.
Empresas certificadas
Até o momento, duas empresas foram certificadas como participante do Remessa Conforme: o grupo Alibaba, controlador da empresa AliExpress, e a empresa Sinerlog.
A Receita não dá detalhes sobre outros pedidos de adesão em curso, mas há informações de que os grandes players do mercado já pediram certificação.
Metrópoles
ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA TRT
ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
SINDIJUFE-MT PARTICIPA DA XXV PLENÁRIA NACIONAL DA FENAJUFE E REFORÇA MOBILIZAÇÃO POR REESTRUTURAÇÃO DAS CARREIRAS E DERRUBADA DO VETO 45
PALESTRA NO TRE-MT
DECISÃO NO TSE
JURÍDICO EM AÇÃO
REUNIÃO DO FÓRUM DE CARREIRA QUE ACONTECERIA NESTA SEXTA-FEIRA, 15 DE MAIO, É SUSPENSA.
MOBILIZAÇÃO EM BRASÍLIA
